

LA ROSIÈRE DE PESSAC 79
de Jean Eustache. França, 1979 - 67 min / 16 mm
LA ROSIÈRE DE PESSAC 68
de Jean Eustache. França, 1968 - 65 min / 16 mm
de Jean Eustache. França, 1979 - 67 min / 16 mm
LA ROSIÈRE DE PESSAC 68
de Jean Eustache. França, 1968 - 65 min / 16 mm
Eustache, realizador não propriamente da nouvelle vague, mas próximo ao movimento realizou estes dois documentários sobre o mesmo tema com um espaçamento de 10 anos entre eles. A atitude do realizador remete para uma ideia de repetição, referindo-se às tradições culturais; os dois documentários servem de metáfora para a própria ideia de cultura. A repetição surge aqui como um modo de olhar uma sociedade em mudança rápida; os valores, as manifestações políticas, o crescimento demográfico. Estas divergências figuram-se também no mundo da arte contemporânea.
Ao pensar sobre o tempo na percepção, facilmente nos apercebemos do modo como o interpretamos ou tomamos como garantido na experiência das imagens que vemos. Não apenas o conteúdo dos dois documentários diverge em termos culturais, e apenas pela repetição do mesmo ritual temos um acesso tão explícito dessa mudança, mas apercebemo-nos na justaposição destes dois filmes, como as qualidades plásticas da imagem fílmica facilmente nos reportam a um tempo. A técnica é aqui também uma marca do tempo.
Ao pensar sobre o tempo na percepção, facilmente nos apercebemos do modo como o interpretamos ou tomamos como garantido na experiência das imagens que vemos. Não apenas o conteúdo dos dois documentários diverge em termos culturais, e apenas pela repetição do mesmo ritual temos um acesso tão explícito dessa mudança, mas apercebemo-nos na justaposição destes dois filmes, como as qualidades plásticas da imagem fílmica facilmente nos reportam a um tempo. A técnica é aqui também uma marca do tempo.



