16 de out. de 2009

Análise de Imagem Aula 2ª

Film Still de Un Chien Andalou, de Luis Buñuel, 1929

As imagens são parte de um mundo visual, o qual percepcionamos através do sistema visual. Os olhos são parte constituinte desse sistema, aqueles que, de um modo mais imediato, nos permitem ver.
Tal como percebemos o mundo visível, as imagens estão submetidas ao mesmo processo.
O olho é um globo aproximadamente esférico, com cerca de 2,5 cm de diâmetro.
A luz é convergida, de um modo semelhante ao que se dá na câmara obscura, para a região da retina (a fóvea) onde estão em maior número as células fotoreceptoras (cones e bastonetes). Aí operam-se as transformações químicas que nos possibilitam traduzir o sinal electromagnético da luz em códigos perceptíveis da percepção do espaço, do tempo, da cor, forma, enfim, todos os elementos reconhecíveis do mundo visual.
Os cones e os bastonetes permitem, entre outros mecanismos, a adaptação da visão às quantidades lumínicas. Os cones são maioritariamente utilizados na chamada visão fotópica, podemos dizer visão diurna, cromática, respondendo a maior intensidade lumínica. Naturalmente neste tipo de visão é maior a acuidade visual, já que a pupila se encontra com um menor diâmetro.
Os bastonetes são mais utlizados na visão escotópica, respondendo a menores intensidades lumínicas. Apesar de mais sensíveis à luz não são tão sensíveis aos diferentes comprimentos de onda que compõem a luz, caracterizando-se como uma visão acromática. Devido às baixas intensidades lumínicas a pupila dilata-se, permitindo a entrada de maior quantidade de luz, apresentanto menor acuidade visual.
Assim, o processo inicial que nos permite ver a cores é dado nas operações químicas que ocorrem nos cones e bastonetes.



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