
Pieter Claesz, Still Life with Stoneware Jug, Wine Glass, Herring and Bread, 1642, Boston Museum of Fine Arts, Massachusetts, USA
A análise de imagem tem como foco a imagem visual. Esta remete a uma materialidade, está ligada a uma técnica que lhe dá corpo; neste sentido podemos definir que a imagem visual está imediatamente ligada a um produtor e a um receptor.
A desconfiança ou a apologia da imagem definem desde cedo duas posições antagónicas da cultura ocidental, que vêm determinar posições políticas, culturais, religiosas em relação à imagem. A grande discussão remonta à antiguidade clássica, a Platão e Aristóteles, que definem a iconoclastia e a iconofilia.
O que é certo é que as imagens provocam em nós as mais diversas sensações, podendo divergir o modo como as percepcionamos consoante o momento da sua percepção. A leitura da imagem não é incondicional em relação à situação histórica, cultural, social, religiosa ou política em que se insere. Em revês, estas condicionantes do sujeito, alteram e definem o modo como a imagem é retida. Assim, a imagem é um objecto cultural, determinado também pela tradição visual.
A pintura de Natureza Morta do século XVII, por exemplo, pode ser interpretada de diferentes formas consoante a tradição visual, a situação cultural e política em que é visionada.
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