Consideremos a ilusão como um factor que intervém sobretudo na nossa percepção de imagens com algum teor representativo. Essa ilusão é a maior parte da vezes consentida e consciente.
A ilusão foi, segundo as épocas, valorizada como objectivo desejável da representação, ou pelo contrário, criticada como um mau objectivo.

Vermeer, The Milkmaid (De Melkmeid), 1658-1661. Óleo sobre tela, 45.5 x 41 cm,
The Rijksmuseum,
Amsterdam
Só se dá ilusão se se cumprirem duas condições:
Uma condição perceptiva - o sistema visual é de certo modo condicionado, sendo incapaz de distinguir certos fenómenos lumínicos. O sistema visual está quase sempre a procurar espontaneamente indícios suplementares, quando a sua percepção é ambígua, regista-se a ilusão; se as condições com que se depara forem restritivas e o impedirem de conduzir normalmente o seu “inquérito”.
Uma condição psicológica - a ilusão ocorre se a representação produzir um efeito de verosimilhança; isto é, se fornecer uma interpretação plausível da cena mostrada. A ilusão depende também da expectativa do observador, das suas condições psicológicas. Em geral, a ilusão é melhor aceite quando é esperada. Isto presume uma predisposição do espectador a ser iludido.
A ilusão produzida por uma imagem será mais eficaz segundo as condições culturais e sociais em que sobrevém. Será tanto melhor sucedida quanto for procurada em formas de imagens admitidas, e mesmo desejáveis socialmente. Pouco importa, muitas vezes o objectivo da ilusão; em muitos casos trata-se de tornar a imagem mais credível enquanto reflexo da realidade.
A ilusão pictórica pressupõe consciência, distinguindo-se da alucinação; dá-se uma participação voluntária do observador, aquilo a que Gombrich chama de beholder’s share, ou Kubovy admite como mental collusion. Surge como a capacidade de criar um efeito de verosimilhança, aceite como plausível pela percepção, de acordo com a interpretação, a expectativa e o reconhecimento mental da informação. Esta consciência do observador é retratada de modo mais radical por Samuel T. Coleridge ( 1772-1834) que refere a participação do observador na ilusão como, não uma inconsciência do mesmo perante a ilusão, mas “that willing suspension of disbelief for the moment that constitutes poetic faith” (Biographia Literaria, 1817: cap.14) - a suspensão voluntária da descrença.
A distância psíquica
Refere a relação do sujeito observador com as estruturas temporais e espaciais da imagem. Segundo Pierre Francastel “a distância imaginária típica que regula, por um lado, a relação entre os objectos da representação, e por outro a relação entre o objecto da representação e o espectador”. Define-se como uma separação emocional entre o sujeito e a imagem. Para aderir à imagem, é necessária uma distanciação do sentido apenas individual da imagem, olhando para lá das nossas preocupações imediatas e pessoais. Não se trata de estar mais longe ou mais perto, mas ter maior ou menor distância.
Uma condição perceptiva - o sistema visual é de certo modo condicionado, sendo incapaz de distinguir certos fenómenos lumínicos. O sistema visual está quase sempre a procurar espontaneamente indícios suplementares, quando a sua percepção é ambígua, regista-se a ilusão; se as condições com que se depara forem restritivas e o impedirem de conduzir normalmente o seu “inquérito”.
Uma condição psicológica - a ilusão ocorre se a representação produzir um efeito de verosimilhança; isto é, se fornecer uma interpretação plausível da cena mostrada. A ilusão depende também da expectativa do observador, das suas condições psicológicas. Em geral, a ilusão é melhor aceite quando é esperada. Isto presume uma predisposição do espectador a ser iludido.
A ilusão produzida por uma imagem será mais eficaz segundo as condições culturais e sociais em que sobrevém. Será tanto melhor sucedida quanto for procurada em formas de imagens admitidas, e mesmo desejáveis socialmente. Pouco importa, muitas vezes o objectivo da ilusão; em muitos casos trata-se de tornar a imagem mais credível enquanto reflexo da realidade.
A ilusão pictórica pressupõe consciência, distinguindo-se da alucinação; dá-se uma participação voluntária do observador, aquilo a que Gombrich chama de beholder’s share, ou Kubovy admite como mental collusion. Surge como a capacidade de criar um efeito de verosimilhança, aceite como plausível pela percepção, de acordo com a interpretação, a expectativa e o reconhecimento mental da informação. Esta consciência do observador é retratada de modo mais radical por Samuel T. Coleridge ( 1772-1834) que refere a participação do observador na ilusão como, não uma inconsciência do mesmo perante a ilusão, mas “that willing suspension of disbelief for the moment that constitutes poetic faith” (Biographia Literaria, 1817: cap.14) - a suspensão voluntária da descrença.
A distância psíquica
Refere a relação do sujeito observador com as estruturas temporais e espaciais da imagem. Segundo Pierre Francastel “a distância imaginária típica que regula, por um lado, a relação entre os objectos da representação, e por outro a relação entre o objecto da representação e o espectador”. Define-se como uma separação emocional entre o sujeito e a imagem. Para aderir à imagem, é necessária uma distanciação do sentido apenas individual da imagem, olhando para lá das nossas preocupações imediatas e pessoais. Não se trata de estar mais longe ou mais perto, mas ter maior ou menor distância.
Scarlett Johansson & Woody Allen
- New York Magazine

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