O Dispositivo
Refere-se ao conjunto de dados, materiais e organizacionais que determina a relação do espectador com a imagem, como os meios e técnicas de produção, o seu modo de circulação e eventualmente de reprodução.
Espaço plástico, espaço do espectador: Experimentar uma imagem é entrar em contacto com um espaço de natureza fundamentalmente diferente, o da sua superfície.
A primeira função do dispositivo é propor soluções concretas à gestão desse contacto entre o espaço do espectador e o espaço da imagem.
O espaço da imagem será aqui tratado como espaço plástico.
Os elementos plásticos da imagem (representativa ou não) são os que a caracterizam como conjunto de formas visuais e que permitem constituir essas formas. É com estes elementos que o espectador se depara primeiramente; a superfície da imagem e a sua organização ou composição, a gama de cores, elementos gráficos e a matéria da própria imagem.
Para além de perceber a imagem sob a noção de dupla realidade, isto é, como espaço representado e no espaço real, o espectador percebe também o espaço plástico que é a imagem. Assim, o sujeito que olha reconhece e relaciona-se com esse espaço.

Peter doig 1989/90, Oil on sack cloth, 152 x 226 cm
De entre as várias características físicas que tornam a imagem perceptível, a sua dimensão é especialmente importante quando se trata do dispositivo. As nossas principais fontes de imagens; o livro, o ecrã do computador, a televisão, aplanam totalmente o leque de dimensões das imagens, acostumando-nos à ideia de que todas as imagens possuem dimensões médias, levando-nos numa relação espacial também fundada em distâncias médias. ( Aumont, 2005, pág. 100)
É importante ter em conta que toda a imagem foi produzida para tomar parte de um ambiente que lhe determina a visão.
A dimensão da imagem vai determinar, em conjunto com outros elementos, a relação que o espectador vai poder firmar entre o seu próprio espaço e o espaço plástico da imagem.
É importante ter em conta que toda a imagem foi produzida para tomar parte de um ambiente que lhe determina a visão.
A dimensão da imagem vai determinar, em conjunto com outros elementos, a relação que o espectador vai poder firmar entre o seu próprio espaço e o espaço plástico da imagem.
Frame ou moldura: toda a imagem tem um suporte material é também um objecto.
A moldura ou frame é em primeiro lugar o limite desse objecto, a sua fronteira material, tangível.
Mesmo as imagens que não apresentam uma moldura como no caso da pintura mostrada em museus, a fotografia amadora, o poster, a imagem projectada e mesmo a imagem televisiva têm uma moldura - objecto, por outro lado, a moldura manifesta o fechamento a imagem, sua não - ilimitação. É, assim, o seu limite sensível.
Funções visuais - é o que separa primeiro perceptivamente, a imagem do seu exterior. Ao isolar um pedaço do campo visual, a moldura singulariza a percepção deste, torna-a mais nítida; desempenhando além disso, a função de uma transição visual entre o interior e exterior da imagem.
Funções económicas - o emolduramento, na forma como o conhecemos, apareceu mais ou menos na mesma altura que a concepção moderna do quadro como objecto descartável, que pode circular, como mercadoria nos circuitos económicos. Muito cedo, a moldura adquiriu a função de significar visivelmente esse valor de mercadoria.
Funções representativas e narrativas - o indicador de visão que constitui a moldura, ao designar um mundo à parte, reforça-se ainda, quando a imagem é representativa, até narrativa, de um valor imaginário. A moldura aparece como abertura que dá acesso ao mundo imaginário, à diegese figurada pela imagem.
Rudolf Arnheim em O Poder do Centro (1981), estuda a relação entre o espectador de uma imagem segundo o modelo de um centro imaginário que relaciona o mundo visual inteiramente consigo próprio, e uma imagem na qual os fenómenos de centramento desempenham um papel preponderante.
Para Arnheim a imagem pode apresentar vários centros, de diversas naturezas; um centro geométrico, um centro compositivo, centros diegético - narrativos. A visão da imagem consiste, para Arnheim, em organizar esses diferentes centros relativamente ao centro “absoluto” que é o próprio sujeito, assim as imagens que maior interesse apresentam, são, portanto, aquelas em que se lê um maior descentramento, nas quais a competição entre centros é forte e activa, sendo correlativamente mais importante o papel do espectador na leitura dessa imagem.
A moldura ou frame é em primeiro lugar o limite desse objecto, a sua fronteira material, tangível.
Mesmo as imagens que não apresentam uma moldura como no caso da pintura mostrada em museus, a fotografia amadora, o poster, a imagem projectada e mesmo a imagem televisiva têm uma moldura - objecto, por outro lado, a moldura manifesta o fechamento a imagem, sua não - ilimitação. É, assim, o seu limite sensível.
Funções visuais - é o que separa primeiro perceptivamente, a imagem do seu exterior. Ao isolar um pedaço do campo visual, a moldura singulariza a percepção deste, torna-a mais nítida; desempenhando além disso, a função de uma transição visual entre o interior e exterior da imagem.
Funções económicas - o emolduramento, na forma como o conhecemos, apareceu mais ou menos na mesma altura que a concepção moderna do quadro como objecto descartável, que pode circular, como mercadoria nos circuitos económicos. Muito cedo, a moldura adquiriu a função de significar visivelmente esse valor de mercadoria.
Funções representativas e narrativas - o indicador de visão que constitui a moldura, ao designar um mundo à parte, reforça-se ainda, quando a imagem é representativa, até narrativa, de um valor imaginário. A moldura aparece como abertura que dá acesso ao mundo imaginário, à diegese figurada pela imagem.
Rudolf Arnheim em O Poder do Centro (1981), estuda a relação entre o espectador de uma imagem segundo o modelo de um centro imaginário que relaciona o mundo visual inteiramente consigo próprio, e uma imagem na qual os fenómenos de centramento desempenham um papel preponderante.
Para Arnheim a imagem pode apresentar vários centros, de diversas naturezas; um centro geométrico, um centro compositivo, centros diegético - narrativos. A visão da imagem consiste, para Arnheim, em organizar esses diferentes centros relativamente ao centro “absoluto” que é o próprio sujeito, assim as imagens que maior interesse apresentam, são, portanto, aquelas em que se lê um maior descentramento, nas quais a competição entre centros é forte e activa, sendo correlativamente mais importante o papel do espectador na leitura dessa imagem.
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